mas leva as suas tralhas
e as suas malhas
e as suas malas
ocupam espaço
me arrancou um pedaço
do futuro que eu subi
telha por telha
com as minhas próprias mãos
pra quem esperava sete anos
um mês é amostra grátis
sem estômago forrado
nem dente palitado
se isso não é azar
eu não sei o que é
vai embora
que já deu tua hora
melhor ir agora
que até a rima tá na cara
mais fácil de entender
praquela inteligência rara
mas tudo bem
a escolha é sua
só vai embora
xô
RUA!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
um belo bundão
ando contando
os dias contados
pra pensar fora do graja
pra botar dentro da caixa
tudo aquilo que não vale guardar
me fazer um bota-fora
ter coragem de ir embora
juntar os cacos
as conchas
as pedras
os grãos
e pedaços
estilhaços
afiados e cortantes
a cicatriz profunda e grande
não parece parar de sangrar
é tudo culpa dessa geração
que nunca tá satisfeita
que não quer dar satisfação
é só brincar de gato e rato
fingir de surdo-mudo
prefere dar a bunda
a dar o braço a torcer
dar condição
pra quê?
os dias contados
pra pensar fora do graja
pra botar dentro da caixa
tudo aquilo que não vale guardar
me fazer um bota-fora
ter coragem de ir embora
juntar os cacos
as conchas
as pedras
os grãos
e pedaços
estilhaços
afiados e cortantes
a cicatriz profunda e grande
não parece parar de sangrar
é tudo culpa dessa geração
que nunca tá satisfeita
que não quer dar satisfação
é só brincar de gato e rato
fingir de surdo-mudo
prefere dar a bunda
a dar o braço a torcer
dar condição
pra quê?
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