quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

(Quase) Soneto dos bêbis

e eis que uma longa caminhada
se torna uma curta pedalada
depois do rodízio de japonês
(que você comeu por mim e por mais três)

e eis que você sempre deita na minha cama
se declarando bebezinho-eu-ama
mexendo no relógio como se não houvesse hora
de chegar ou de ir embora

e eis que eu afirmo "você é meu homem"
e você se nega, "não tem nada a ver"
por mais que eu te ame hoje, amanhã e ontem
por mais que eu diga "é assim que é pra ser"

e o nosso soneto tem acento no nome
porque os outros - otários - não sabem nem ler
e se nem é soneto, não me interessa
regra é coisa de rádio, e a gente é bebê

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Chapter One: I would love you forever

Eu te amaria pra sempre, por mais que eu diga que não em todas as vezes que eu olho nos seus olhos bem séria e te mando ir embora. Eu nem sei porque eu tenho essa mania, na verdade. Mas, olha, se eu te convenço é só porque sou uma boa atriz.

Porque não há como não amar para sempre algo que foi construído para ser para sempre. Algo que dá frutos até mesmo no outono, quando todas as folhas já se foram e até a esperança não parece mais estar ali. Mas o amor ainda persiste em correr nas minhas, nas suas, nas nossas veias, e impressionantemente algo inesperado nos traz de volta um pro outro.

Pode ser uma música, um livro, um pensamento ou uma palavra. Quando a gente vê a gente já tá deitado falando numa língua que apenas duas das seis bilhões de pessoas que habitam este planeta sabem falar. E fazendo toda aquela coreografia que a gente já conhece de cor e nem por isso é menos gostosa de fazer. É bom beijar esse beijo que eu já conheço, você tem o melhor carinho que eu já vi - e o melhor puxão de cabelo também.

Depois disso tudo eu vejo como (e porque) eu te amo. Eu te amo porque eu cuido de você e você cuida de mim, porque a gente se completa num misto de desorganização negligente e de organização compulsiva que só a gente conhece. E eu te amo porque você me ensinou tudo sobre falar sempre a verdade e depois disso a minha vida mudou.

E também porque eu te conheço do começo ao fim e sei seus passos, pensamentos e pedidos antes mesmo de você pensar em pedi-los. E conheço as suas dúvidas também. E não é só isso - porque de nada adiantaria se eu soubesse de tudo isso e nada fizesse a respeito. Eu conheço cada detalhe e compartilho de cada um desses sentimentos com você.

E eu não sei se você sabe (a essa altura do campeonato já deve saber), mas me corrói saber que eu não posso mais fazer nada quanto a isso. A escolha é sua, meu amor. E eu sei que você - até então - escolheu viver o nosso amor, mas me dói até não sei onde mais ver que essa foi uma escolha sofrida para você. Porque, hoje, eu nos escolheria sorrindo, com a certeza de que optei pelo certo, pelo melhor.

E eu vou te provar que você também o fez, você vai ver. Mas, por enquanto, eu só te digo isso.

Eu te amaria para sempre.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

You lost me last night

Amor não enche barriga
Amor não cura ferida
Amor não apaga passado

Já faz tempo que você nem é mais meu namorado...