segunda-feira, 29 de abril de 2013
reclamatório
meus parabéns pra você que ainda não percebeu que tá tudo errado.
sua vida deve ser bem melhor que a minha.........
quarta-feira, 30 de maio de 2012
beijos
já não mando
quem mandou
se apaixonar?
é o fim da linha
fim da história
não tem glória
só miséria
pra chorar
e o ombro amigo
ficou amargo
contar contigo
ou com o descaso
já dá no mesmo
eu nem te vejo
faz mais de mês
dar mão na rua
jamais
mas se eu estiver nua
quer mais
e agora espera
de porta aberta
mas eu tô certa
se eu ficar
quem mandou
se apaixonar?
é o fim da linha
fim da história
não tem glória
só miséria
pra chorar
e o ombro amigo
ficou amargo
contar contigo
ou com o descaso
já dá no mesmo
eu nem te vejo
faz mais de mês
dar mão na rua
jamais
mas se eu estiver nua
quer mais
e agora espera
de porta aberta
mas eu tô certa
se eu ficar
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rapidinha,
surpresa
quarta-feira, 9 de maio de 2012
com tanto
relaxa, mano
eu também te amo
tanta autoconfiança
até dá pra rimar
relaxa, baby
olha que beleza
beleza não põe mesa
é só bom de olhar
contanto que não cesse
contanto que não pare
toda essa sintonia
dá pra reparar
amor que não se mede
é coisa de otário
quem pensa desse jeito
ainda vai penar
tem que ficar esperto
de longe ou de perto
fechado ou aberto
o que quiser chamar
contanto que me chame
contanto que me ame
desse jeito que eu chamo
de bom de amar
pode me chamar de amiga
te juro, não tem briga
mas se eu sair por cima
é melhor pra nós dois
a gente vai pra casa
você até se atrasa
tudo acaba na cama
o resto é só depois
eu também te amo
tanta autoconfiança
até dá pra rimar
relaxa, baby
olha que beleza
beleza não põe mesa
é só bom de olhar
contanto que não cesse
contanto que não pare
toda essa sintonia
dá pra reparar
amor que não se mede
é coisa de otário
quem pensa desse jeito
ainda vai penar
tem que ficar esperto
de longe ou de perto
fechado ou aberto
o que quiser chamar
contanto que me chame
contanto que me ame
desse jeito que eu chamo
de bom de amar
pode me chamar de amiga
te juro, não tem briga
mas se eu sair por cima
é melhor pra nós dois
a gente vai pra casa
você até se atrasa
tudo acaba na cama
o resto é só depois
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
porque não deixa de ser sobre mim
Rio de Janeiro, 24 de
abril de 2012
À Coordenação Central de Cooperação Internacional.
Olá.
Meu nome é Thaísa Pessoa da Rocha Pinto e tenho 20 anos. Sou natural do Rio de
Janeiro e sempre morei no Grajaú, um pequeno bairro residencial na Zona Norte
da cidade. Nasci em uma família grande e unida – minha avó teve quatro filhos –
e meus laços sempre foram mais fortes no lado materno.
Meus
pais são separados desde que me recordo e, como minha mãe trabalhava durante o
dia, passei uma grande parcela da minha infância com meus avós. Eles foram
responsáveis por boa parte da minha criação e meu desenvolvimento como
indivíduo. Por muito tempo tive minha avó como minha melhor amiga e companheira
– até seu falecimento, durante os meus onze anos.
Atualmente,
moro com minha mãe, meu padrasto e uma de suas filhas. Temos todos uma ótima
relação que já dura oito anos e não hesito em afirmar que de fato constituímos
uma família. Nosso convívio não é marcado por muitos conflitos: todos somos
muito compreensivos e tolerantes para com uns aos outros dentro e fora de casa.
Minha
educação básica se deu em um colégio católico – o Colégio da Companhia de Maria
– no próprio Grajaú. Foi lá onde fiz minha Primeira Eucaristia e fiz meus
primeiros amigos. Sempre fui uma aluna muito bem sucedida e reconhecida pelos
professores, e desde cedo já mostrei interesse pela escrita. O trabalho
criativo, não me importava qual fosse, me estimulava e trabalhar com ideias desde
cedo me pareceu uma oportunidade incrível.
A
princípio, então, decidi me voltar para a área do design. A melhor perspectiva
que encontrei de me aproximar da carreira na época – aos treze anos de idade – foi
procurar um curso técnico de uma área afim, uma vez que não há curso técnico de
design criativo. Para isso, precisei sair do colégio católico em que estudava e
procurei um colégio com curso preparatório para as escolas técnicas do Rio.
Assim, cursei a oitava série do fundamental no Colégio-Curso Martins visando aplicar
para a CEFET no curso de Edificações – a maneira mais viável, até então, de
trabalhar com desenho e criação.
Fui
aprovada no curso técnico e no ensino médio, mas ainda assim abri mão de cursá-los
ali. Na época, a instituição passava por greves de professores, e eu e minha
família concluímos que seria melhor garantir um bom ensino antes de tudo.
Assim, dei início às aulas do ensino médio na ECO – Escola de Educação
Comunitária – uma excelente escola no bairro onde moro – e mantive minha
matrícula no período da tarde do curso técnico.
Cheguei
a frequentar as aulas do primeiro período, mas foi no primeiro ano do ensino
médio que ratifiquei minha antiga identificação com a escrita e acabei por me
decepcionar com as aulas da grade de Edificações. Por outro lado, procurei
descobrir novas maneiras de me expressar e acabei por redirecionar meu
interesse da comunicação visual para a comunicação social.
Como
o colégio em que cursei o segundo grau era rígido, havia um estímulo para que
os alunos se adiantassem e prestassem o vestibular antes do último ano do
ensino médio. Gostei de ideia de aplicar como “treineira” e, como já havia me
decepcionado com uma escolha acadêmica, fui bastante cautelosa e pesquisei
sobre todas as possibilidades de curso.
A
produção de textos voltada para o filme era indiscutivelmente o que mais se
encaixava no meu perfil até então. Dentro desse universo, me deparei com a
faculdade de Cinema e Audiovisual. A graduação, que existe na UFF, me pareceu a
melhor das oportunidades dentre os cursos oferecidos por universidades públicas
no Rio. Então, no segundo ano do ensino médio, para a minha surpresa, fui
aprovada no vestibular.
A
euforia foi grande, mas me deparei com a frustração logo em seguida: apesar de
ter entrado com um pedido na justiça, não pude me matricular na universidade em
2008. Deveria, primeiro, concluir o ensino médio e, só então, poderia concorrer
à vaga novamente.
Ao
longo de 2008 fui confirmando minha escolha acadêmica e já era de meu
conhecimento a disponibilidade dela dentro da PUC. Sabia, também, que o curso
de Comunicação Social diferenciava-se por me oferecer a oportunidade de entrar
em contato não só com o cinema, mas também a publicidade, o jornalismo e outras
áreas afim em geral. Vendo meu interesse pelo estudo na Universidade, minha mãe
permitiu que eu prestasse o vestibular 2009 com a condição de se fazer o
possível para obter uma bolsa de estudos.
Uma
vez aprovada, me dediquei ao máximo a tudo que tangencia a PUC. Meu rendimento
se manteve alto durante todo o tempo de curso, criei ótimos laços com
professores e, logo no terceiro período, entrei para o meu primeiro estágio.
Trabalhar
como assistente de produção na TV PUC foi uma ótima experiência para mim. Lá,
aprendi o que é ter uma postura profissional e a importância da boa comunicação
no dia a dia. Seis meses depois, fui aprovada na seleção para me tornar editora
de áudio e vídeo na própria TV.
E
foi na ilha de edição que me descobri. Percebi que toda a paixão que eu
mantinha pelo texto e pelo desenho poderia ser sintetizada no áudio e no vídeo.
Trabalhar com imagens em movimento, som, música, montagem e todo o tipo de
mídia me abriu caminhos que eu jamais teria percorrido sem essa oportunidade.
Aprendi a trabalhar com o Final Cut, programa de edição para a plataforma Mac,
e a produzir e montar conteúdo tanto jornalístico, quanto documental e de
ficção. Sou muito grata a tudo que aprendi e descobri no núcleo de TV do
Projeto Comunicar.
Depois
de três períodos de estágio, recebi, esse ano, a oportunidade de estagiar numa
produtora de TV. A Samba Filmes, que até então só havia produzido longas,
videoclipes e dvds musicais, passou a produzir dois programas a serem exibidos
nos canais Globosat e estava à procura de um estagiário para trabalhar com
pós-produção. Minha antiga chefe, Marcia Antabi, fez a conexão entre eu e a
Samba Filmes. Desde fevereiro estagio lá e tenho o que mais me satisfaz: a
oportunidade de aprender a todo momento. É um novo ritmo, novas mídias, novos
profissionais. O contato com o mercado de trabalho tem sido uma experiência
muito enriquecedora para mim.
Tendo
isso em vista, concluo que o final desse sexto período seja o melhor momento
para um intercâmbio acadêmico. Sinto que desenvolvi a maturidade e a
experiência suficientes para me aprofundar na área de interesse que descobri
dentro do meu curso, além de ter a segurança necessária para fazê-lo longe de
casa.
As
universidades pelas quais optei me parecem ótimas escolhas não só pelos seus
cursos de excelência, mas também por oferecerem matérias que se relacionam
nitidamente com o que viso exercer. A área prática, pouco viabilizada na
PUC-Rio, é extremamente rica em recursos nas universidades de Barcelona e Salamanca,
por exemplo – e é essa carência que eu procuro suprir em meu currículo
estudando no exterior.
Considero
também uma ótima oportunidade para me aprofundar em possíveis ideias e
objetivos com relação à monografia ou projeto de conclusão de curso. Novos ares
e ideias eventualmente orientarão minhas escolhas nessa reta final do estudo.
Certamente o intercâmbio seria uma experiência benéfica para mim, tanto
pessoalmente quanto profissionalmente. Além de tudo, me orgulharia muito em
levar o nome da PUC-Rio para o exterior e mostrar que o Brasil também é feito
de bons alunos.
Atenciosamente,
Thaísa
Pessoa
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nada a ver,
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rapidinha
segunda-feira, 23 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
0104 (ou "aquela do sushi")
eu quero um amor pra comer sushi.
que japonês enche barriga rapidinho
comer de palitinho
é quase tão bom como amar no frio.
cafuné de mão cheia
sangue correndo na veia
do outro e entrando direto na minha.
dormir de conchinha
disputar coberta
ficar esperta
pra não levar cosquinha.
beijo com suspiro
o arrepio
que levanta até pelinho
que eu não sei localizar.
olhar no olho
e saber que não se mente
até em primeiro de abril
no amor dá pra confiar.
que japonês enche barriga rapidinho
comer de palitinho
é quase tão bom como amar no frio.
cafuné de mão cheia
sangue correndo na veia
do outro e entrando direto na minha.
dormir de conchinha
disputar coberta
ficar esperta
pra não levar cosquinha.
beijo com suspiro
o arrepio
que levanta até pelinho
que eu não sei localizar.
olhar no olho
e saber que não se mente
até em primeiro de abril
no amor dá pra confiar.
Vergonha na Cara
Olha, eu não sei. Eu não sei o que acontece, o que me prende, o que me algema. Se eu me identifico ou se me horrorizo, se me espanto ou se simpatizo. Não sei se é pena ou se é admiração. Não sei por onde começar o término disso. Nem sei se você merece ser enterrado, há quem diga que você não é digno sequer de um ritual fúnebre.
Só sei que em você o que me encanta também me assusta - e eu não tenho mais pra onde correr. Já faz mais de mês que venho correndo de mim, correndo da vida, só pra correr atrás de ti. Minhas pernas não me respeitam, meus passos são desordenados em consequência da sua inconsequência.
Você diz que não tem medo mas o medo é o que te move. A vergonha dói que nem uma agulha gelada entrando na sua espinha dorsal - mas é o que te mantém ereto. Dói porque você não sabe direito quando é que vai passar, e se não passar você corta com pó. A culpa branca vem no dia seguinte, mas e daí? Antes isso do que não ter amor algum.
A mão gelada não é tão boa quanto aquela que dá o tapa fervendo na cara pra acordar, mas o entretenimento caro é mais barato que o seu suor. A sua insegurança vale ouro e eu já gastei todas as minhas fichas. A mim, resta esperar mais um pouco de crédito, ficar no prejuízo até que você decida que já deu a hora de me amar mais um pouco.
Ou simular o amor - tanto faz. A diferença é só no nome, e o nome é só linguagem. Quem precisa disso? Quem precisa da verdade quando o que se sente é o sangue correndo na veia até as oito da manhã esperando o transgressor acontecer?
Mas uma hora, meu amor, você já vai ter visto de tudo - ou pelo menos vai se sentir assim. E aí a maior transgressão que vai te sobrar é aquele tapa na cara quentinho que você tanto rechaçou. Eu não posso garantir pra você que vou estar aqui nesse momento. Também não posso garantir pra mim que já terei partido há muito - apesar de saber que é bem isso que eu e você merecíamos.
Não depende de mim. Depende de quanto tempo você vai levar pra perceber. Depende de quantas decepções você vai precisar causar com um sorriso na cara. Só que ele passa. No dia seguinte, mas passa. Dá ressaca, mas ela também passa, então você gosta mesmo assim. E olha que ressaca de crueldade é a pior ressaca que tem.
E quanto a mim? Eu já disse que não sei. Por muito tempo me perguntei o quão agredida por ti eu seria até que você de uma vez por todas se cansasse. Só que finalmente eu percebi: você vai bater o quanto eu aguentar. E quando eu não aguentar mais, você ainda vai bater só mais um pouquinho pra garantir a ressaca do dia seguinte.
Eu sei, eu devia revidar. Mas eu tenho medo de aprender a bater que nem você e me tornar isso. Esse bicho. Essa coisa. Que vê bicho e coisa nos outros, em tudo. Por medo do medo do medo do medo do medo do amor. Ou do medo mesmo. Você se faz de forte, mas eu sei que é fraco. São só as suas palavras que te seguram em pé - e, nelas, nem você acredita.
Você não merece? Ou você não quer o meu respeito? É só isso que me falta descobrir. E é evidente que você não vai deixar isso acontecer.
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