Às vezes eu fico tonta, assim, de graça...
De graça, de graça, não. Motivo tem, né?
Mas não faz sentido.
Quer dizer, é uma coisa que já era ra ter sido esquecida, ter ficado para trás.
Ter virado poeira e uma mera lembrança largada nos confins da minha memória.
Mas, inconscientemente, a saudade bate sem aviso prévio.
É impressionante como eu NUNCA consigo enterrar meus defuntos. E, porra, isso dá a eles uma irrecusável oportunidade de ressurgirem e me perseguirem, fisicamente ou não.
Quando não sou eu correndo atrás, são eles.
Minha consciência não me deixa em paz, e ela é o pior inimigo que eu posso vir a ter.
Me perturba, grita, desesperada, exigindo por atenção. Repete, insiste e me obriga a, mesmo que contrariada, realizar seus mais incabíveis desejos.
Na boa, tô delirando.
tchau.