sempre quis deixar claro que o propósito inicial desse blog era ser uma válvula de escape minha.
não que eu precise realmente justificar alguma ausência minha por aqui, mas, futuramente, caso algum leitor ocasional (ou até eu mesma) venha a notar que passei um longo período de tempo sem escrever nada e isso gere algum tipo de indignação, bom... faltou tesão.
de qualquer forma... (ih, esqueci das maiúsculas).
Ok, agora sim.
De qualquer forma, eu voltei. Não só para me redimir em relação à ausência, mas também para livrar minha consciência da confusão sob a qual está submetida no momento.
Acontece que eu tenho uma desagradável mania.
Tudo bem, não é só uma, mas no momento a mais irritante e problemática parece ser a de perseguição. E não, eu não acho que estou constantemente sendo perseguida.
Eu persigo, constante e inevitavelmente.
Não a todos, mas hoje notei que esse número não é tão limitado o quanto eu imaginava.
Fora isso, o problema é um tanto quanto curioso.
Eu tenho perfeito conhecimento da minha mania de, digamos, endeusar as pessoas. As coloco num altar e as admiro de uma maneira quase obsessiva. Mas o problema é como isso se reflete em mim, ou no meu dia-a-dia.
Há paixões (podem ser tranqüilamente assim chamadas) que vêm de séculos. Começam com uma leve admiração, ou uma curiosidade despertada por beleza, inteligência ou o que for.
Mas a tecnologia (preciso culpar alguém, mil perdões) não me permite evitar descobrir a cada dia algo novo sobre meus objetos de admiração. É inevitável. Eu entro lá, e ali estão seus rostos, indefectíveis, intraduzíveis, esperando meu clique e as minhas leituras e investigações diárias sobre suas curiosíssimas vidas (ok, às vezes nem tanto, minha imaginação que faz isso com elas).
E meus alvos provavelmente não têm a mínima noção da minha existência. E, quando têm, sequer pensam em mim, que dirá na minha vida como eu penso na deles.
Mas, olha, não posso deixar de dizer que eles são completamente passíveis de admiração. Belas vozes, charmes irresistíveis, belezas encantadoras, inteligências admiráveis... Meu grau de seleção é altíssimo. Modéstia a parte, eu não peco na seleção de meus deuses particulares.
Ainda não consegui definir se isso me faz mal ou minha condição psicológica não é alterada por tal comportamento (uma coisa dessas não pode fazer bem). Mas, de qualquer forma, continuo vivendo perseguindo quem não me conhece, e refletindo sobre suas vidas. Quem sabe um dia, em algum lugar, alguém não me persegue também?
Well, guess what?
I'm a stalker.